Prasado:
' Beloved Avinash.
Então vamos começar a elaborar nossa matéria para o boletim de Dezembro.
Para começar, conte como foi que você ouviu falar do Osho, o encontro com o mestre e sua experiência com o sannyas.'
Avinash:
'Era primavera do ano de 1977. Eu tinha 16 anos de idade. Um dia conversava num banco da pracinha com minhas amigas, quando avistei dois rapazes vestidos da cor de laranja caminhando. Usavam um colar de contas de madeira com a foto de alguém. Comentei: devem ser hippies passeando pela vila. Uma amiga então falou que já tinha conversado com eles e que eram discípulos de um mestre espiritual que morava na Índia. Alguma coisa em mim mudou imediatamente e logo surgiu uma certa ´urgência de algo que eu não sabia explicar...
Desde a infância eu já vivia conectada com a vida espiritual. Tinha passado por muitas experiências que não podiam ser explicadas no mundo normal. Uma vez eu entrei num estado tão profundo de êxtase e transparência que perdi completamente o contato com o mundo e as pessoas. As minhas rezas eram simples. Eu agradecia à existência tudo que tinha me acontecido durante o dia... de bom ou de ruim. Eu conversava com os animais... com as árvores. Eu percebia as árvores se comunicarem umas com as outras... e sentia uma tremenda quietude e a sensação de que não existe separação.
Naquele mesmo dia, no banco da pracinha, conversei com os sannyasins e indaguei tudo sobre o mestre. Digo indaguei, porque a sede pela verdade me fez querer saber tudo em detalhes. Os sannyasins estavam indo meditar na beira do rio e nos convidaram. Fui com eles e uma amiga. Chegando na beira do rio, sentamos em silêncio. Quando comecei a fazer mais perguntas, eles disseram que não queriam falar e que a meditação era simplesmente estar em silêncio, alerta a tudo em volta, a respiração, etc...
Sentei na posição de lótus, fechei os olhos e senti a natureza viva, silenciosa e clara... o som das águas do rio batendo nas pedras era como uma melodia... a vida simplesmente acontecendo de momento a momento... o tempo parou... e a mente pensativa também. Quando a meditação terminou, eu estava transformada. E naquele mesmo momento perguntei o que deveria fazer praticamente para me tornar sannyasin.
Naquela época não havia nenhum material em português para se ler. Somente algumas linhas traduzidas de um jornalzinho que vinha de Puna. E não havia necessidade de ler coisa alguma, porque o que estava sendo transmitido pelo Osho era além de qualquer palavra, tempo ou espaço.
O meu formulário de pedido de sannyas foi preenchido e enviado para Puna, juntamente com o formulário de uma irmã, que para minha surpresa, também decidiu dar o salto. Começamos a fazer meditações, tingimos todas as roupas possíveis para a cor laranja, e esperamos pela carta com o novo nome... um mês se passou. Um dia, quando cheguei em casa da escola, tinha uma carta da Índia. O meu nome se tornou Ma Prem Avinash, e minha irmã ganhou o nome de Ma Prem Nitya. Os dois nomes tinham o mesmo significado: Amor Eterno. A carta estava assinada pelo próprio Osho. Nos sentimos embriagadas e felizes. A sensação era de que toda a existência estava partilhando aquele momento conosco. Daí em diante minha vida passou a circular em torno do trabalho de Osho. Eu fazia e dirigia meditações. Trabalhava ajudando nos grupos de terapias. Morava nos centros de meditações em vários estados do Brasil.
Houve uma época que eu levantava cedo de manhã, meditava, depois ia para o banco trabalhar, depois do expediente, eu dirigia a meditação no centro, depois ia jantar com os sannyasins. Acabava voltando tarde para casa, mas estava feliz. A mente é que faz confusão, quando seguimos os pensamentos e nos identificamos com eles. Observando os pensamentos, a gente descobre que eles se dissolvem no silêncio.
O meu encontro com o Mestre?
Só uma prioridade na vida... Como encontrar a mim mesma? Eu sabia que muita coisa deveria mudar fora de mim para que a compreensão pudesse acontecer por dentro. Não havia outro jeito... eu tinha assumido um compromisso com o sannyas e estava pronta para arriscar o que fosse preciso para levantar o véu da ignorância, da inconsciência.
Eu ainda morava no centro de meditação no sul do Brasil, quando um dia, no ano de 1982, chegou a notícia de que o primeiro festival estaria acontecendo no estado de Oregon nos Estados Unidos na presença de Osho, e que todos os sannyasins deveriam participar. Eu tinha acabado de fazer 21 anos de idade, e isso me permitia viajar para o exterior sem permissão da família. O problema era que eu ainda estava trabalhando no banco e não tinha dinheiro para a viagem e estadia na América. Passei aquela noite em claro, olhando para a foto do Osho. Eu dizia: Osho, eu gostaria de ir, mas como tu sabes, não tenho dinheiro e estou trabalhando. A resposta que eu ouvia era: Se tu quiseres vir, tu podes e quero que tu venhas... VEM! A noite inteira entre lágrimas, êxtase, incerteza, eu dizia que não podia ir e ele dizia VEM! Quando o sol nasceu eu estava completamente silenciosa e clara...
Eu vou! Comecei então a providenciar as coisas práticas como passaporte, dólares e a passagem. Quando falei para o meu irmão mais velho que estaria indo para os E.U. ver o Mestre, ele me aconselhou a comprar um carro ao invés de gastar o dinheiro com a viagem. Respondi que não havia nada mais importante na minha vida do que encontrar o Mestre pessoalmente.
Quando o visto foi concedido não pude conter as lágrimas... eles não entenderam nada... dentro de mim uma tremenda felicidade... vou ver meu mestre pessoalmente! Depois de muito vai e vem, assinei minha carta de demissão do banco e recebi o dinheiro do fundo de garantia.
Chegou o dia da viagem. Juntamente com vários outros sannyasins, pegamos o avião que nos levaria aos pés do Osho. Quando lá chegamos, fomos conduzidos às barracas onde seria nossa moradia durante o festival. À tarde havia a possibilidade de ver o Osho passando de carro... talvez... quando ele saísse para passear. Lembro que eu estava na rua com alguns sannyasins, e de repente alguém gritou: acho que é o Osho naquele carro! Subi rapidamente uma rampinha e dei de cara com o carro de Osho... e com o Osho! A alegria, a paz, o amor e tudo que senti era indescritível. Com um gracioso sorriso ele fez namasté com uma mão só, porque a outra estava no volante e passou... Uau... o que aconteceu?... o tempo parou... o desconhecido surgiu e com ele a eternidade!
Outro dia era meu aniversário, e pedi um frontseat (assento perto do mestre no discurso). Quando pedi o front seat alguém me perguntou se era meu aniversário de sannyas ou de corpo. Eu simplesmente disse que isto não importava, que o importante era que queria ver o meu mestre de perto, só isso. Ela riu e me deu um lugar bem perto e de frente. Estar frente à frente com Osho foi intenso e flutuante. Quando ele olhava nos meus olhos o que eu via era simplicidade, nada, transparência, que tudo está perfeito do jeito que é. Desde esse dia compreendi o quanto é simples e ao mesmo tempo extraordinário SER.
A minha experiência com o sannyas?
De volta ao Brasil, minha vida toda mudou. Sem trabalho, eu passava as noites em claro, meditando... olhando as nuvens passar...
Nessa época, muitas visões, compreensão da vida... da realidade... do que eu quero realmente. Para mim, desde o momento que tomei sannyas a prioridade era clara! Encontrar o meu verdadeiro ser! E esta resolução me deu coragem e confiança de seguir em frente... ir além do conhecido!
O trabalho do Osho tinha que continuar! O que ele tinha conseguido era possível para todos! Porque é nossa própria natureza! Ele mesmo diz: Você já é um Buda. Abra os olhos e lembre-se de quem você é na realidade. Encontre a compreensão que vai além do corpo, da mente e dos sentimentos. Se torne inocente, humilde, e alerta... celebre e viva o agora.
Morei durante esta época em vários lugares do Brasil como Rio, São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis e outros, trabalhando na área terapêutica, partilhando Osho.
Voltei novamente aos Estados Unidos para o festival de 1984 e de lá, fui diretamente para a Alemanha, juntamente com outros Sul-Americanos. A idéia da comunidade no Oregon era fortalecer as comunidades mais fracas dos países menos desenvolvidos, e criar uma energia mais forte no mundo do Osho.
Para mim esta era uma maneira de estar mais próxima de Osho e investir toda a energia no meu crescimento interior. A primeira comunidade que morei e trabalhei foi em Colônia, depois Hamburgo e Hannover na Alemanha. Mais tarde, numa comunidade na Itália.
Nestas comunidades, o trabalho que tocava para mim era geralmente coordenar a cozinha, o departamento de limpeza ou o bar da discoteca. Eu não gostava de trabalhar nas discotecas porque tinha dificuldades de dormir de dia, e não gostava do movimento e do cheiro de cigarro, mas mesmo assim estava claro que meu trabalho era estar comigo mesma e encontrar a felicidade que vai além do disto eu gosto e disto eu não gosto. Além da dualidade da mente.
À noite, depois do trabalho, um vídeo do Osho era mostrado. Ele falava em inglês. Naquela época não entendia inglês muito bem, e apesar do cansaço do longo dia de trabalho, não perdia um discurso. Me alegrava ver o Osho e estar em meditação.
No começo de 1986 o Osho retornou à Índia, depois de ter viajado pelo mundo inteiro. Exatamente nesta época eu estava em Colônia na Alemanha, trabalhando para ir vê-lo na Índia. Nessa fase da minha vida eu meditava muito. Um dia escrevi uma carta para o Osho, que expressava a minha gratidão e dizia que eu o amava muito... e juntamente com estas linhas desenhei uma árvore, uma flor, um barquinho....
A resposta de Osho dizia:
"O coração não conhece linguagem nenhuma. Ele sabe como amar, sabe como ter gratidão, sabe como estar aberto. Ele sabe como chegar tão perto do Mestre, que você é consumido no profundo silêncio do Mestre. E o silêncio dele se torna o teu silêncio, e a verdade dele se torna a tua verdade. Este é o mistério que acontece entre o Mestre e o discípulo".
Pouco depois eu estava na comunidade em Puna. Estar novamente na presença do Osho era uma enorme alegria. Não tinha outro interesse a não ser meditar, estar, e participar do desenvolvimento do mundo sannyas.
No Ashram em Puna, trabalhava na Escola de Mistérios dando sessões de Balanceamento de Chakra/Energia, Aconselhamento e Tarô. Também fazia traduções dos livros de Osho para o português, e traduzia grupos de terapia para brasileiros e espanhóis que não entendiam bem o inglês. Foi em uma destas traduções em grupos de terapia, em janeiro de 1989, que eu conheci o meu companheiro Gyandeva. Ele era então um dos terapeutas.
De vez em quando era necessário também fazer outros trabalhos como limpeza de casas, para que pudesse ter o dinheiro suficiente para ir para Puna o mais rápido possível. Todo o tempo e dinheiro eram investidos para o auto-conhecimento... para a expansão da consciência!'
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Prasado:
'Então vamos prosseguir com o nosso bate-papo virtual. Esta é a próxima pergunta:
Vemos que você teve experiências enriquecedoras nas comunas por onde passou e também com o Mestre Osho - Um privilégio que poucos seres humanos tiveram.
Hoje você e seu companheiro Gyandeva viajam por vários países dando Satsang, grupos de terapia, meditações, enfim, compartilhando as experiências pelas quais passaram.
Agora vamos falar sobre a iluminação. Como explicar algo que parece não ser deste mundo?
O que você responde quando lhe perguntam se você é iluminada?'
Avinash:
'Beloved Prasado. Agora vamos para a resposta:
A iluminação é além da mente. Além da dualidade "isto e aquilo". Você entra em comunhão com o todo.
Você acorda para a verdade de que está neste planeta de passagem. Você começa a viver a vida de momento a momento, transcendendo assim o tempo, e entrando numa nova dimensão de sabedoria.
Este estado de consciência além da mente é possível para todos.
A realidade é experienciada como um salto no desconhecido. Você se torna Ser, ou melhor, você lembra que você já é quem você está buscando, e relaxa no Agora, em amor e aceitação.
Cada ser humano mais cedo ou mais tarde, vai ter que encarar as limitações das suas própria máscaras e confusão mental.
Vai ter que ver que muita energia está sendo desperdiçada em tensões, sofrimentos, frustrações, etc... e que ele se apega à elas como se fossem uma grande coisa... e a vida acaba se tornando um peso.
Osho diz: "Viva no mundo, mas não pertença a ele".A mente se identifica com o "Eu Sou fulano de tal, eu penso e eu sinto..." . Ela corre para satisfazer os desejos, e acaba esquecendo de que tudo passa... que com o desejo vem a frustração.
A felicidade está na jornada em si, e não nos finalmentes.
Observando os pensamentos, você acaba percebendo os espaços de silêncio entre um pensamento e outro, você vê que eles aparecem e desaparecem... que não são permanentes...
Surge então, uma urgência de saber "quem sou eu" na realidade além do corpo, da mente e das emoções. Esta urgência se torna prioridade. A energia se direciona para esta redescoberta, enquanto se vive no momento,
celebrando e confiando na confiança.
Aqui, as portas se abrem para o nascimento do "novo homem". Sincero, inocente, silencioso, risonho, VIVO!
Há um momento, que um "salto" na realidade acontece por si só, pela graça divina... e te aniquila como EU.
Você, literalmente, VIVE a existência em si antes do surgimento do mundo.
O que eu expresso aqui não pode ser chamado de experiência, porque não existe ninguém experienciando... mas neste "acontecer", há um momento em que tudo se dissolve completamente... uma explosão no nada... tu é "jogado" no nada...aonde não existe nem em cima, nem embaixo, nem lados, nem cores, nem céu, nem mar... absolutamente nada... nem mesmo espaço.
A compreensão é de que nós somos a existência... aquilo que nunca nasceu e nunca vai morrer... que é eterno...
Depois de uma "experiência" como esta, você vive em união com a
verdade.
A dualidade da vida continua, mas as ações acontecem de acordo com o momento... aceitando o que é.
Tudo muda, e ao mesmo tempo nada muda. Finalmente a volta para casa... para Simplesmente Ser... estar...
Aí a Liberdade!
Quando alguém me pergunta se sou iluminada, eu envio uma outra pergunta que diz: "Vamos ver primeiro o que você
entende por iluminação."
Os mestres usam palavras diferentes para expressar este fenômeno, que parece até uma piada, já é a nossa própria natureza.
Osho usa a palavra iluminação. Cada pessoa traduz à sua própria maneira de acordo com a sua personalidade ou nível de compreensão, com o que ele acredita.
A verdade é que todos esquecem de que realização na verdade está além das idéias, dos conceitos, dos preconceitos, de como o "iluminado" deve falar, agir, sentir. Um ser realizado é imprevisível. Ele flui com a existência e raramente é compreendido...
Tem uma história contada pelo Osho que eu gosto muito:
"Um rei foi visitar um grande mestre pela primeira vez. Quando ele chegou foi recebido por um homem muito simples que trabalhava no jardim.
Ele disse que queria ver o mestre e o jardineiro o levou para uma sala dizendo para esperar que o mestre já viria.
O rei entrou, sentou e esperou. De repente ele viu o jardineiro chegar e sentar na cadeira do mestre.
Ele com muita raiva, disse: - Saia daí imediatamente. Estúpido. Você está desrespeitando o mestre.
O jardineiro saiu da cadeira, sentou no chão e disse: agora a cadeira está vazia, e o mestre não virá, porque eu sou o mestre!
E o rei perdeu a oportunidade."
Esta história mostra a simplicidade de ser e como a mente humana funciona.
Osho também dizia que muitas pessoas caem na ilusão "cheguei... me iluminei", mas que o Ego - o Eu se revelava entrando pela porta de trás. Vigilância é necessário!
O Papaji dizia que quando alguém diz: "Eu consegui! Arrogância. Eu ainda estou buscando! Também arrogância".
Além da dualidade está a resposta... no mistério... em ser... e se espalha para todos aqueles que são capazes de abrir o coração para este mistério.
Eu prefiro usar a palavra realização, e eu posso dizer que realizei o meu trabalho de encontrar a mim mesma.
Agora, vindo da minha própria experiência eu partilho, junto com Gyandeva, este espaço de "Simplesmente Ser". Nós mostramos aos amigos presentes nos "encontros" de que é possível abandonar a ilusão, e viver em paz... amor... em união com a verdade - aqui e agora.
Prasado:
'Beloved Avinash,
Muito autentica sua resposta a pergunta sobre iluminação. Você está num espaço muito bonito, não importa que nome isso tenha. Você mesma escolheu o nome desse espaço: Simplesmente Ser (Simply Being).
*****
Palavras de Avinash:
- A minha experiência de quando o Osho deixou o corpo:
Eu morava então na cidade de Munique junto com o Gyandeva.
Um dia eu tive uma clara percepção de que eu deveria ir para Poona em janeiro.
Partilhei com o Gyandeva a minha decisão, e ele, naquela mesma noite teve um sonho com o Osho e também resolveu ir.
No dia seguinte começamos a ver as possibilidades de fazer mais dinheiro para a viagem.
Em começo de janeiro nós chegamos em Goa, depois de alguns dias pegamos o ônibus para Poona.
No Budha Hall (salão de meditação), recebemos a notícia de que o Osho não daria discurso naquele dia.
No outro dia foi a mesma coisa.
Na terceira noite, no dia 19 de janeiro de 1990, ainda em casa me preparando para ir para o ashram, eu abro um livro do Osho em alguma página qualquer, isto deveria ser a `mensagem` do mestre para mim.
A mensagem dizia:
"O Mestre estava morrendo e o discípulo perguntou: -Mestre, qual é a sua última mensagem? O Mestre largou um rugido de leão e morreu..."
Esta foi uma das mensagens mais estranhas que eu podia ter recebido.
Um pouco impressionada eu e o Gyandeva fomos para o Buddha Hall (sala de meditar).
Em vez do Osho aparecer para o discurso, veio o médico dele anunciando que Osho tinha deixado o corpo. Eu e Gyandeva nos demos as mãos por alguns instantes... e depois era cada um por si digerindo a intensidade do momento. Em minha consciência era um enorme SIM.
Sim para a existência como ela é... Isto, Isto, Isto... mil vezes Isto!
Naquela noite a comida estava lá disponível, mas ninguém comeu.
Fomos todos para o crematório ver o corpo do nosso amado Mestre ser queimado e transformado em cinzas, e experienciar que a vida continua... que o amor e a presença prevalece, mesmo quando o corpo desaparece.
Que lição! Que compaixão! Que amor! Que sorte estar lá... naquele momento... experienciando tudo aquilo.
Osho falou que ele estava dissolvido em tudo. E era verdade. Eu caminhava pelas ruas e via ele, sentia a presença dele nos pássaros, nas árvores, nas pessoas...
- Osho na minha vida, depois do encontro com o Poonjaji (Papaji):
Vários meses depois do Osho deixar o corpo, em agosto de 1991, a existência me levou na presença do Mestre Sri Poonjaji (Papaji).
Nem mesmo por um momento senti nenhuma separação.
Em Lucknow-norte da Índia, chegaram vários sannyasins para ver o Papaji.
Muitos sannyasins antigos que viviam no ashram desde o início do movimento Osho, dirigentes de centros e terapeutas começaram a chegar. Com Papaji eles riram, partilharam e também fizeram perguntas. Alguns foram embora, outros ficaram, outros depois retornaram... Os motivos da atração eram diversos...
Alguns viraram contra o Osho. Aí o meu trabalho se tornou martelar estas pessoas para que elas pudessem compreender a estupidez... a arrogância!
Papaji com certeza é um grande mestre. Diferente do Osho na maneira de ser, claro, mas quem é igual neste mundo? A essência é a mesma.
O mesmo amor, a mesma compaixão e a paz que vem da fonte... do silêncio... um só coração... uma só consciência...
Sentia o Osho comigo sempre. Através de várias experiências não havia dúvida. Ele está dentro de mim... aonde quer que eu vá.
Papaji me falou para partilhar do silêncio que encontrei, como fez o Buddha.
Assim, meu trabalho continua... partilhando "Simplesmente Ser" com aqueles que se sentem tocados.
Eu continuo espalhando a mensagem de Osho, como também de Papaji e de outros realizados como Jesus, Buddha, Ramana Maharshi, Nisargadatta e Ranjit Maharaj.
O que eu expresso vem da minha própria experiência, da clareza do momento.
O trabalho que eu e Gyandeva criamos se chama "Simplesmente Ser" e é partilhado através de encontros de Satsang, Cursos, Sessões e Retiros que acontecem no Brasil, Índia e Alemanha.' |